terça-feira, 23 de setembro de 2014

Scrapbooking

Scrapbooking é arte de juntar fotos e recordações em um álbum de uma maneira criativa, preservando memórias, eventos e histórias.
Neste álbum, além de fotos, é procurado complementar o tema com enfeites,
lembranças e textos para documentar o evento (pulseirinha da maternidade,
o primeiro bilhete de avião, os ingressos da Disney, dos shows, as cartas que recebeu, os cartões de Natal, enfim, um pouco da vida! 
Só assim pode-se compreender o real significado para scrapbooking). 
Pode-se também escrever o que quiser para recordar dos momentos.
Aí vale tudo: Escrever com colagem, com canetas coloridas...
Na primeira vez que se ouve sobre scrapbooking, muitas são as perguntas e dúvidas em relação a
esta arte. 
Mas no momento em que se vê um álbum de scrapbook completo, nenhuma explicação adicional é necessária. Com criatividade pode-se usar a mesma técnica para elaborar convites (nos mais variados temas), marcadores de livros, porta-retratos, calendários, quadros, capas de álbuns e cadernos (scrap decor).
A palavra scrapbook vem do inglês:
Scrap significa recorte, fragmento. Book significa livro, álbum.
Scrapbooking é uma atividade gratificante e criativa. 
E é justamente essa sensação de prazer e de satisfação que faz com que as pessoas dediquem um pouco do seu tempo para criar páginas decoradas. 
O resultado prático é sempre maravilhoso: é como reviver o instante em que as fotos foram tiradas. 
Além disso, é uma maravilhosa terapia rever e reviver as boas memórias  que trazem todas aquelas fotos de amigos, parentes, e de momentos tão importantes na vida.


Histórico

Teve início há muitos séculos atrás, através de diários, jornais e livros.
Os primeiros “álbuns” de scrapbook eram coleções de restos de papéis brilhantes, embalagens e cartões, organizados por tema ou tipo de material. 
O termo scrapbook vem de papéis coloridos brilhantes que eram chamados de scrap sendo originalmente os recheios dos primeiros álbuns. 
A arte de Scrapbook teve origem na Alemanha passando então para Inglaterra. 
No século XVII havia um tipo de “álbum” chamado de Commonplace Books, onde as pessoas escreviam poemas e anotações; estes diários eram feitos à mão. 
Outro tipo interessante era o “álbum dos amigos”, nesse “álbum” haviam pensamentos e recordações, 
sendo costume na época colecionar cabelos dos amigos como lembrança. 
Nos Estados Unidos, a arte do Scrapbook chegou há mais de cinqüenta anos, desenvolvendo-se principalmente no norte da América, em regiões como Salt Lake City em Utah, onde se concentram muitas famílias da religião Mórmon. 
As famílias de mórmons fotografavam todos os  lugares por onde passavam. 
Eles recolhiam elementos  como areia e flores, anexando às fotos, para registrar as
características de cada lugar visitado.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Escrever é esquecer

Dario Campanile 2.jpg

A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana.

Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.

(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O Instante Mágico


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É preciso correr riscos. Só entendemos direito o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça.
Todos os dias Deus nos dá – junto com o sol – um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. Todos os dias procuramos fingir que não percebemos este momento, que ele não existe, que hoje é igual a ontem – e será igual a amanhã. Mas, quem presta atenção ao seu dia, descobre o instante mágico. Ele pode estar escondido na hora em que enfiamos a chave na porta pela manhã, no instante de silêncio logo após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais. Este momento existe – um momento em que toda a força das estrelas passa por nós, e nos permite fazer milagres. A felicidade às vezes é uma bênção – mas geralmente é uma conquista.

O instante mágico do dia nos ajuda a mudar, nos faz ir em busca de nossos sonhos. Vamos sofrer, vamos ter momentos difíceis, vamos enfrentar muitas desilusões – mas tudo é passageiro, e não deixa marcas. E, no futuro, podemos olhar para trás com orgulho e fé.

Pobre de quem teve medo de correr os riscos. Porque este talvez não se decepcione nunca, nem tenha desilusões, nem sofra como aqueles que têm um sonho a seguir. Mas quando olhar para trás – porque sempre olhamos para trás – vai escutar seu coração dizendo: “O que fizeste com os milagres que Deus semeou por teus dias? O que fizeste com os talentos que teu Mestre te confiou? Enterraste fundo em uma cova, porque tinhas medo de perdê-los. Então, esta é a tua herança: a certeza de que desperdiçaste tua vida”.

Pobre de quem escuta estas palavras. Porque então acreditará em milagres, mas os instantes mágicos da vida já terão passado.

(Paulo Coelho)