Encerrar
ciclos e iniciar novas etapas faz parte do desenvolvimento de qualquer ser
humano. Costumeiramente isso ocorre na vida de qualquer um. Entre ganhos,
perdas e lutos rotineiros, a vida é vivida. Vivida em detalhes inimagináveis.
No
término de mais um ano, fica o questionamento em nossa mente: como foi o meu
ano? Tentamos muitas vezes buscar uma resposta se, durante todos os dias, fomos
felizes ou não, se conquistamos aquilo que desejamos, quais problemas e
frustrações passamos e muitos outras situações. Mas, afinal, o que é
felicidade? Será que é possível descrever exatamente sobre isso? Talvez seja
difícil, pois cada sujeito encara a vida e seus momentos de maneira peculiar.
Encerrar
ciclos nada mais é do que fechar portas e terminar capítulos dos fatos
ocorridos e tentar elaborar estes. Elaborar no sentido de entender, compreender
e analisar tudo o que foi vivenciado.
No
entanto, quando encerramos ciclos, logo temos a tarefa de iniciar novas etapas
para formação de um “novo ciclo”. E, muitas vezes, o novo nos remete ao medo e
insegurança. Para tanto, é necessário deixar de lado aquilo que não se encaixa
mais em sua vida, o que não lhe traz significado. Nada mais do que deixar de
ser quem era e recomeçar novamente – e isso não é nenhuma tarefa rápida e
fácil.
Iniciar
uma nova etapa nada mais é que “desenhar” novos caminhos, pintar e colorir
novas “telas” e dar significado para tais. É observável que geralmente, no
final de um ano, os indivíduos possuem uma grande alegria pelas festividades,
decorações natalinas, ritos de passagem e muitas outras crenças derivadas de
sua cultura. Porém, grande parte da sociedade sente-se melancólica ou deprimida
nessa época. Vale ressaltar que isso nada mais é do que a subjetividade interna
de cada um – o modo como o sujeito encara as situações da vida, como vivenciou
o término dos anos anteriores, das experiências vivenciadas e também toda a
retrospectiva que a pessoa faz no findar de mais um ano.
Para
fazer o novo é preciso sonhar, idealizar, concretizar, definir metas e
objetivos. O objetivo de um ano novo não é que nós, seres humanos, tenhamos que
desempenhar novas funções, mudar drasticamente. A grande sacada é construir um
novo pensar das coisas já existentes e das atividades a serem realizadas. É
construir aos poucos, é semear e cuidar das sementes.
O
importante é não desistir da caminhada, ter perseverança, força e garra,
acreditando que sempre se pode melhorar, aprimorar, crescer. A cada novo ciclo,
uma nova oportunidade de ser e fazer a diferença. E a diferença nos engrandece,
nos amadurece e nos faz crescer. Afinal as cores existem para todos, mas cada
um enfeita sua vida como deseja, cada um pinta sua tela conforme quer.
(M. Felipe)



